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Como a psicanálise pode auxiliar no tratamento de vícios

Você provavelmente já ouviu alguém da família ou um conhecido dizer que gostaria de parar de fumar ou que anda bebendo demais. Muito se fala nos noticiários sobre o problema do abuso de substâncias, mas pouco se propaga sobre como pode ser feito o tratamento de vícios.

Psicanálise trabalha essa questão apoiando-se na ideia do princípio do prazer, em que a droga seria uma fonte de satisfação e também poderia atenuar o descontentamento. Nessa perspectiva, o adicto estaria preso à obtenção de prazer instantâneo, buscando uma satisfação primária que foi perdida.

Gostaria de saber mais sobre como um psicanalista ajudaria nessa situação? Continue lendo o artigo e descubra porque ele é tão indicado nesses casos!

Recuperar o passado

Em seu trabalho, o psicanalista pretende mergulhar na história do paciente, e, muitas vezes, chega até a sua infância, buscando as causas de seus comportamentos atuais.

A Psicanálise acredita que a relação que o dependente tem com a droga é uma compulsão à repetição que está diretamente ligada à formação de seu eu. A pessoa se refugia em uma atuação incessante que representa o impulso que foi reprimido.

Sendo assim, a reconstrução do passado é importante, pois propicia a elaboração dos fatos transcorridos. Com o analista, a pessoa é capaz de superar suas resistências e, assim, romper o ciclo do abuso de substâncias.

Confiar na autonomia do indivíduo

Sabe quando você pega uma gripe forte e, por mais que seus familiares peçam, você não vai a um médico? É muito mais difícil que um tratamento dê certo quando o paciente não quer que ele aconteça. Principalmente o tratamento de vícios, que é longo e laborioso.

É um ponto fundamental que o usuário tenha vontade de interromper o uso abusivo que mantém com a droga. Posto isto, é indispensável que as pessoas que estão próximas do adicto estejam atentas para que, no momento em que surgir a vontade de se tratar, ele possa contar com apoio e incentivo para iniciar seus cuidados.

Respeitar sua individualidade

Respeitar a pessoa que está sendo tratada e considerá-la em sua singularidade é algo poderoso nesse processo.

A corresponsabilidade no cuidado é um conceito que propõe que não só os profissionais, mas também os usuários se vejam como responsáveis por seu cuidado. Dar autonomia e voz é um ponto vital para se encontrar o melhor caminho de intervenção para cada pessoa.

Podemos citar, como exemplo, a política de redução de danos, que não visa necessariamente a abstinência do adicto, mas mudar a forma como ele se relaciona com os entorpecentes. Ela faz com que ele seja mais funcional e que não haja comprometimento de suas atividades diárias e relacionamentos interpessoais.

É nítido o sofrimento que o uso abusivo de drogas pode gerar, mas o tratamento de vícios pode ser feito de forma eficiente e respeitando a pessoa que está sendo cuidada. A psicanálise é indicada, pois se propõe a resolver o problema alcançando a raiz da questão.

Gostou de saber mais sobre o trabalho do psicanalista? Leia, também, sobre qual o momento ideal para procurá-lo!

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