Neurose e psicanálise: o que explicam os psicanalistas sobre o tema?

Mais comum do que se pensa, a neurose pode ser identificada desde pela constante preocupação até pelas mudanças repentinas de humor. Oriunda de diferentes causas, estudar a neurose e psicanálise é fundamental para compreender a sua origem e lidar com os seus sintomas de forma adequada.

Na psicanálise, as neuroses são entendidas como distúrbios da afetividade que fazem com que os indivíduos experimentem sentimentos e reações motoras incomuns e, em alguns casos — incontroláveis —, mas sem deixar de manter a noção e juízo de realidade. Esse aspecto deve ser considerado, principalmente, para diferenciar esse distúrbio da psicose, uma vez que nesse segundo caso, o paciente perde o contato com a realidade.

A pessoa que sofre de neurose reage de maneira descontrolada quando é submetida à situações que lhe causam desconforto, o que gera intensa ansiedade e angústia.  Assim, apesar de não perder o vínculo com a realidade e saber exatamente o que está acontecendo, o neurótico não consegue controlar a intensidade das suas ações, nem ter atitudes condizentes com o padrão da ‘’normalidade’’.

Quer saber mais sobre a neurose? Confira abaixo como ela se manifesta e como funciona seu tratamento!

Quais são as causas da neurose?

Segundo o médico neurologista e criador da psicanálise, Sigmund Freud, a neurose é resultado de um conflito entre o Superego (o componente da personalidade formado por seus ideais, regras sociais internalizados)  e o Id (regido pelo princípio do prazer). O Ego  (formado pelas experiências do indivíduo) não tem estrutura fortalecida para atuar como intermediário dessas forças.

No entanto, não há um fator único que pode ser creditado como a causa das neuroses. Entende-se que elas são distúrbios do desenvolvimento da personalidade que começam a aparecer precocemente na infância, mas só podem ser diagnosticados mais tarde.

Além disso, a neurose também pode estar relacionada aos fatores hereditários, mais especificamente aos modelos de identificação, e os conflitos psicológicos aos quais a criança é exposta durante a vida.

Quais são os sintomas?

A manifestação dos sintomas varia de acordo com cada paciente, mas na maioria das vezes está ligada ao excessivo e incontrolável. Geralmente, o neurótico tem medo de situações cotidianas, preocupa-se constantemente, apresenta fobias diversas, alterações de humor, traços histéricos, medo de ir a certos lugares, e podem desenvolver tendência obsessiva-compulsiva.

Trata-se de uma reação exacerbada do sistema nervoso em relação à uma experiência vivenciada. O indivíduo pode estar ciente de certas consequências que a sua neurose causa, mas se sente impotente para agir e modificá-las.

Quais são os tipos de neurose?

Cientificamente, os especialistas classificam quatro tipos de neuroses:

  • neurose de angústia, na qual a pessoa sente-se angustiada frequentemente. O sintoma se manifesta por meio de crises diante de um perigo real ou simbólico;
  • neurose obsessiva, em que há a predominância de obsessões e compulsões, que se estabelecem por ritos conjugatórios;
  • neurose histérica, que caracteriza-se por meio da transformação de conflitos psicológicos em sintomas orgânicos e dissociações da consciência;
  • neurose fóbica, cujo sintoma principal é o medo de diferentes coisas e situações, que impede o sujeito de se aproximar das mesmas.

Como a psicanálise ajuda o neurótico?

A psicanálise realiza um trabalho de análise capaz de ajudar o neurótico a perceber a sua dualidade de comportamento. A partir das práticas aplicadas pelo psicanalista é possível fortalecer o Ego da individualidade do sujeito.

Dessa forma, a pessoa consegue encontrar o equilíbrio entre o seu ID e Superego, de modo a conviver melhor com as suas características e ao longo do tempo neutralizar os seus sintomas comportamentais.

Como você pode perceber, na neurose e psicanálise é necessário observar o paciente individualmente, visto que ocorrem variações em indivíduo. Somente assim pode-se estabelecer a análise apropriada para cada caso.

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7 comentários para este post
  1. Sim, gostei muito do texto. Leitura rápida, clara e objetiva.

  2. Boa noite, muito obrigada por essa informação, Estou no 8° período de Psicologia e minha abordagem é a Psicanálise o meu sonho é fazer um curso de especialização nas escolas psicanalítica, mais por esta desempregada fico somente no desejo.
    Atenciosamente Mari a da Gloria Andrade

  3. Ola de acordo com a obra freudiana o artigo esta 10 muito bom A te então A proveito a oportunidade para reiterar os meus protestos de estima e elevada concideração

  4. Sou formado em Psicoterapia Reencarnacionista pela ABPR (Associação Brasileira de Psicoterapia Reencarnacionista) e embora saiba perfeitamente da diferença nas origens que dão os matizes nos estudos da mente, sou grande admirador da Psicanálise. Em suma, pretendo conhecer mais através do curso de nível
    cultural elevado desta SBPI (Sociedade Brasileira de Psicanálise Integrativa)
    José Maria Almeida (jmallrt@aasp.org.br).

  5. Gostei muito do texto. Claro e objetivo.

  6. Texto simples e objetivo por aquilo que se propôs transmitir.

  7. Bom dia! Excelente texto. Muito claro e objetivo! Parabéns!

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