Entenda o que é a Psicologia Junguiana

Para compreender a história da Psicologia, é preciso conhecer a teoria de Carl Gustav Jung. Ele foi o fundador de uma nova escola dentro do campo psicanalítico, desenvolvendo a Psicologia Junguiana ou Analítica.

A Psicologia Junguiana é uma das maiores e mais conhecidas abordagens da área e possui algumas características — tanto na teoria quanto na prática ­— que a difere das demais, como a psicanálise de Freud.

Quem foi Jung?

Nascido em 1875, na Suécia, Jung se formou em Medicina Psiquiátrica em 1900 pela Universidade da Basileia e sempre foi muito interessado pelo estudo da alma humana.

Por um período, Jung se tornou discípulo de Freud, e a partir daí deu-se início a uma relação com o objetivo de construir e difundir a psicanálise. Porém, devido a divergências nos seus pensamentos, a relação entre os dois foi rompida e Jung seguiu seu próprio caminho, constituindo então a Psicologia Analítica.

Jung desenvolveu sua teoria baseado em seus conhecimentos sobre alquimia, mitologia, nos seus estudos psiquiátricos e nos de Freud, e no estudo comparativo das religiões.

O que é a Psicologia Junguiana?

Na Psicoterapia Junguiana, o terapeuta deixa o paciente falar livremente, mas sempre realiza intervenções com o objetivo de orientar e não deixá-lo desviar do foco do seu discurso. Isso pode acontecer quando os mecanismos de defesa do inconsciente, como a repressão a determinados pensamentos, entram em ação.

Jung acreditava que ambos, paciente e analista, por meio do processo terapêutico, influenciavam um ao outro, de modo a aprenderem juntos na busca por seus inconscientes.

Para Jung, tudo o que acontecia na sua vida e psique, ou seja, seus sonhos, experiências, fantasias e pensamentos que para a maioria das pessoas passam despercebidos, se tornaram objeto de pesquisa e análise, o que o tornou sujeito de suas próprias experiências na investigação do inconsciente.

Quais são os principais conceitos da Psicologia Junguiana?

Um dos conceitos é o do inconsciente. Para Jung, ele é dividido entre inconsciente pessoal (ou individual) e inconsciente coletivo. O inconsciente pessoal é algo dinâmico, que produz conteúdos e rearranja os já existentes.

Ele representa a camada mais superficial, abrigando conteúdos que não possuem carga energética suficientemente capaz de fazer com eles escapem ao consciente. Nele também se encontram conteúdos que, devido à censura, foram reprimidos.

O grande diferencial de Jung encontra-se na definição de inconsciente coletivo, que consiste na camada mais profunda do aparelho psíquico e guarda diversos materiais que foram herdados da humanidade, que são comuns a todos e que nunca passaram pela consciência.

Nessa camada existem traços funcionais ­— os arquétipos —, que funcionam como imagens primordiais de situações típicas do cotidiano que dependem da experiência concreta para se expressar. Ligado a cada arquétipo, encontra-se outro elemento fundamental dessa teoria: os complexos.

Os complexos representam a união de ideias e imagens existentes em torno de um núcleo que tem sua origem em um ou mais arquétipos. Eles sãos marcados pelo afeto e contribuem para o comportamento do indivíduo. Segundo Jung, é a partir dos complexos que se encontra o caminho para chegar ao inconsciente.

Quais são as principais técnicas da Psicologia Junguiana?

A Psicologia Junguiana emprega diversas técnicas além do discurso do paciente. O analista pode fazer uso de expressões artísticas do analisado, como desenhos, esculturas em argila e pintura.

Também pode utilizar a literatura, mitologia e conto de fadas, associando-os ao discurso do paciente para facilitar o entendimento de determinada fala ou experiência dele.

Outra técnica é a da caixa de areia, em que o paciente manuseia tanto a areia seca quanto a molhada, criando cenários e adicionando personagens por meio de miniaturas.

Existe também o método da imaginação ativa, que consiste em imaginar livremente determinados conteúdos com o auxílio da intuição e dos sentimentos, personificando-os.

O analista junguiano utiliza técnicas que têm como objetivo o acesso ao inconsciente e a tradução da sua linguagem, que se expressa por meio de símbolos, em um ambiente seguro e protegido pela relação terapêutica, de modo a auxiliar o paciente a encontrar o caminho da cura e da transformação.

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