Saiba quais são os principais mitos da psicanálise

Como sabemos, apesar da psicanálise já ser utilizada há muito tempo, alguns mitos ainda rondam o tema, fazendo com que a imagem dessa prática seja comprometida, não é mesmo?

Por isso, pensando em ajudá-lo a lidar melhor com essa situação, trazemos no post de hoje uma listagem com os principais mitos da psicanálise, para que você possa estar ciente deles e poder desconstruí-los da forma mais adequada. Continue acompanhando a leitura e confira!

O psicanalista apenas escuta o paciente

Muitas pessoas chegam à primeira sessão de psicanálise com uma imagem distorcida de como ela ocorrerá e se surpreendem quando o psicanalista começa a falar. Essa ideia de que ele somente escuta o paciente provavelmente veio da teoria freudiana. No entanto, ela está longe de ser uma regra.

A realidade é que o estilo do psicanalista é bastante pessoal, portanto, há aqueles que preferem manter a neutralidade e deixam que o paciente fale, mas também há os que optam por um diálogo e outros métodos com mais interatividade.

É obrigatório deitar no divã

Embora deitar no divã, de fato, ajude a aumentar o relaxamento e propicie uma sessão mais produtiva, isso não é obrigatório. Na maior parte dos consultórios, os psicanalistas deixam a critério do paciente ele se deitar ou não.

O paciente não pode saber a respeito da vida do psicanalista

Mais uma vez o conceito de neutralidade cria um mito na área da psicanálise. De fato as relações entre psicanalista e paciente devem ter limites, até mesmo para que sejam evitadas as transferências de imagem que possam distorcer a visão do paciente e para que os melhores resultados sejam alcançados.

Há casos em que o paciente inconscientemente cria um jogo de sedução com seu psicanalista, por acreditar que assim será menos censurado. No entanto, isso não significa que o paciente não possa saber quem o está tratando. Basta que o psicanalista consiga estabelecer e manter limites na relação.

Tudo na psicanálise está relacionado a sexo

Freud relacionava as angústias e os sintomas a problemas sexuais e, por ser considerado o pai da psicanálise, esse mito acabou ficando fortemente vinculado à área.

Assim como toda teoria, a de Freud também teve pontos analisados de diferentes formas ao longo dos anos e, hoje em dia, já se sabe que existem vários outros aspectos a serem considerados.

Além disso, a visão de Freud costuma ser mal interpretada, pois o contexto de sexualidade para ele vai além do ato sexual e inclui outras manifestações prazerosas, como as 5 fases do desenvolvimento do psicossexual, por exemplo, que ocorrem ainda na primeira infância com o estágio oral, a fase anal, a fase fálica, o período de latência e, por último, o estágio genital, que tem início na puberdade.

A psicanálise se baseia apenas no passado

A psicanálise analisa o passado que não foi bem aceito e, por isso, traz consequências para o presente. Entretanto, isso não quer dizer que a sessão é somente baseada nos fatos ocorridos anos atrás.

Em algumas sessões é comum as pessoas começarem a falar sobre o trabalho, a vida acadêmica e a situação familiar atual e, por meio desses assuntos espontâneos, conseguem fazer conexões que levam à compreensão de ações ou traumas.

É natural que o desconhecido cause medo ou estranheza nas pessoas e, assim como com tudo que o ser humano não compreende, ele tende a criar inverdades para justificar seus pensamentos. E isso inclui os mitos da psicanálise.

Neste sentido, antes de alguém dizer se gosta ou não da psicanálise, é importante pesquisar e procurar saber mais sobre ela para, a partir daí, chegar a uma conclusão.

Portanto, para quem tem interesse no assunto, sugerimos também a leitura deste outro artigo sobre as 3 principais técnicas psicanalíticas! Boa leitura!

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