Guarda compartilhada e psicanálise: como ajudar a família na separação?

processo de separação costuma vir acompanhado de desentendimentos e mágoa. Esse momento, que já tende a ser doloroso para o casal, afeta diretamente a vida dos filhos. A guarda compartilhada visa minimizar os impactos do divórcio e fazer com que ambos sejam responsáveis pela formação dos filhos.

Apesar disso, a experiência não deixa de ser um desafio, já que o casal precisa ter postura madura e de conciliação para que o cuidado compartilhado aconteça. Será que um psicanalista consegue ajudar nesses casos? Tem dúvidas sobre como pode ser o diálogo entre guarda compartilhada e psicanálise?

Veja pontos importantes que precisam ser levados em consideração nesse momento e saiba por que a ajuda de um analista pode ser fundamental no processo.

Maneiras de lidar com o trauma da separação

Quando o litígio se dá por meio de brigas, discussões e ofensas, o casal e os filhos sofrem. Apesar disso, é importante que tanto a mãe quanto o pai tenham uma postura de diálogo e cooperação para exercer a parentalidade de maneira saudável.

A interseção entre guarda compartilhada e psicanálise está na possibilidade de se trabalhar os ressentimentos e instrumentalizar os adultos no cuidado de suas questões mal resolvidas. Do mesmo modo, o analista é capaz de auxiliar os filhos, à medida que estes também carregam ressentimentos, angústias e medos que foram adquiridos ao longo da separação e que devem ser trabalhados para não gerarem agravos futuros.

A relevância dos pais na formação dos sujeitos

A psicanálise acredita que o núcleo familiar é básico e essencial para a constituição psíquica de qualquer pessoa. É a partir da relação estabelecida com o pai e a mãe que a criança constrói mecanismos para lidar com o mundo e com as outras pessoas.

Sendo assim, a ausência de um dos pais na criação pode ser altamente danosa e gerar consequências que acompanharão a vida dos filhos para o resto de suas vidas.

Devido a sua alta taxa de benefícios, a guarda compartilhada se tornou regra em casos de divórcio no Brasil. Contudo, é imprescindível que pai e mãe se dediquem na formação dos filhos, se mostrando responsáveis e cuidadosos no processo e não deixando que as prováveis dores do passado prejudiquem a relação.

Laços afetivos e corresponsabilização

Manter os laços afetivos e contar com o apoio de ambos os genitores são aspectos que levam ao bem-estar das crianças e de todos os envolvidos. Superados os conflitos anteriores, deve ser aberto um espaço de diálogo e compreensão para o planejamento de uma corresponsabilização do cuidado e das decisões acerca da criação dos mais novos.

O analista pode ajudar a mediar essa conversa dando dicas sobre uma comunicação não-violenta, mais eficaz e respeitosa, trazendo inúmeros benefícios ao processo conciliatório. É em um ambiente seguro e cheio de amor que o desenvolvimento de uma criança pode acontecer de forma plena e feliz.

Cuidar dos filhos já não é fácil, e isso pode ser ainda mais custoso quando há um processo de litígio envolvido. No entanto, o diálogo entre guarda compartilhada e psicanálise pode trazer boas repercussões e potencializar os recursos disponíveis para tratar da questão.

Quer saber como foi a experiência de outras pessoas nesta situação? Deixe um comentário e veja o que os outros leitores têm a acrescentar sobre o assunto!

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