Ficha anamnética: entenda para que serve e como fazer

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O cuidado com o paciente começa na forma de construir o histórico de seus registros. A ficha anamnética é feita por todo profissional de saúde, trazendo desde informações básicas até particularidades, tornando o atendimento mais personalizado.

Facilitando diagnósticos, a ficha anamnética pode contribuir tanto para os processos feitos na clínica como para a relação entre paciente e psicanalista. Sendo a primeira abordagem, é necessário fazer uma entrevista pela qual todos os pontos serão anotados.

Entenda um pouco mais sobre a função da ficha anamnética e veja quais são os primeiros passos para elaborar a de seus pacientes.

O que é a ficha anamnética

Pode-se dizer que é um histórico do paciente. Sendo assim, em seu primeiro contato com o psicanalista, todo o seu histórico deve ser relatado, incluindo aspectos sistêmicos, pessoais, fisiológicos e relacionais.

Todas as informações precisam ser registradas de modo organizado, facilitando os processos em prol do bem-estar do paciente.

As funções da ficha anamnética no consultório

Como objetivo principal, a ficha anamnética deve guardar tudo que pode contribuir para um diagnóstico e prognóstico, auxiliando as indicações terapêuticas com um lastro maior de informações.

A ficha pode ser também um importante fator de acompanhamento para avaliar a aplicação de práticas terapêuticas a curto ou a longo prazo.

Familiarizada com o histórico do paciente, clínicas e psicanalistas podem recuperar dados relevantes pela consulta à ficha, de modo a tornar o atendimento mais próximo e humanizado.

Como fazer uma ficha anamnética

Cada ficha deve conter dados cadastrais, informações sobre as condições físicas, fisiológicas e emocionais do paciente, organizados de modo estruturado para as consultas terapêuticas. Veja em que consiste cada um desses pontos e como organizá-los em uma primeira entrevista.

Dados cadastrais

Contendo nome completo, endereço, contatos atualizados, documentos, data de nascimento, profissão e grau de escolaridade, o cadastro pode ser feito na recepção, quando houver, ou pelo próprio paciente.

Os dados mais importantes como nome e contatos devem estar destacados na ficha anamnética. É essencial nessa categoria incluir um telefone de terceiro para o caso de um contato emergencial.

Dados sobre as condições físicas

O segundo passo é compreender um pouco mais sobre o histórico de saúde do paciente. Na parte física, devem ser anotados peso, altura, doenças pregressas, medicação, realização de cirurgias e alergia a medicamentos.

A ficha deve ser atualizado com a frequência que o terapeuta considerar importante, acompanhado da data da nova coleta.

Dados sobre hábitos e vícios

Entender a rotina de sono, alimentação e outros hábitos, pode ser determinante para a elaboração dos processos terapêuticos. Respeitando a condição do paciente, é preciso levantar dados sobre os vícios, mesmo aqueles que foram abandonados.

Destacando as informações mais relevantes, essa parte pode direcionar alguns aspectos para os próximos pontos, sobre a saúde emocional da pessoa.

Dados sobre as condições psicológicas

Na psicanálise, essa parte é fundamental, devendo ser feita com bastante cuidado. É preciso considerar o contexto do entrevistado para pensar na estrutura da entrevista, levantando não só os aspectos relacionais e sistêmicos, como também os pontos considerados críticos.

Uma boa ficha anamnética é uma ótima opção para iniciar um processo terapêutico com o pé direito. Trazendo mais segurança para o paciente, a ficha pode, de alguma forma, representar o ambiente e contribuir para o bem-estar e o bom andamento da terapia.

Agora que você já sabe como aproveitar melhor as informações coletadas, conheça o curso de ficha anamnética da SBPI.

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