Entenda qual a visão da psicanálise sobre o Borderline

Quer saber um pouco mais sobre psicanálise e Borderline? Ou nunca ouviu falar desse termo antes? Os portadores dessa condição trazem características de personalidade que incluem instabilidade emocional, impulsividade e tendência para a depressão.

O TPB (Transtorno de Personalidade Borderline) vem sendo progressivamente estudado, e é identificado pelos especialistas como um distúrbio difícil de ser diagnosticado, já que pode ser facilmente confundido com a bipolaridade.

Se você quer se tornar psicanalista ou apenas tem interesse nos assuntos ligados à saúde mental humana, confira, neste conteúdo, as principais informações sobre o TPB!

O que é Borderline e como surgiu esse conceito?

A psicopatologia vem tentando decifrar os mistérios do Borderline há mais de sete décadas. Ele é classificado como um transtorno de personalidade, já que interfere na habilidade do humor e na impulsividade.

O TPB traz, como suas principais características, um padrão de comportamento instável, tanto nas relações interpessoais como na percepção da autoimagem, e também nos sentimentos para com terceiros.

A noção mais refinada do que seria o Borderline começou a ser moldada a partir dos anos 1950, mas o conceito atual somente foi definido em meados de 1980, quando o TPB foi registrado pela primeira vez no DSM-III (Diagnostic and Statitical Manual of Mental Disorders), elaborado pela American Psychiatric Association.

Como a psicanálise aborda o TPB?

Por muito tempo, a psicanálise tratou o Borderline como parte do grupo das psicoses, em especial, associado à esquizofrenia. A partir do seu registro no DSM-III, no entanto, o TPB passou a ser tratado como um espectro novo dos distúrbios de personalidade.

Para os estudiosos, o desenvolvimento dos sintomas começa na transição da adolescência para a vida adulta e pode ser influência de relações familiares negativas.

Um dos principais mitos da psicanálise, porém, é que todas as disfunções mentais estão ligadas a vivências traumáticas ou abusos sexuais e psicológicos, já que as causas são variadas e, muitas vezes, independentes de qualquer fator externo ou agente motivador.

Quais os principais sintomas?

De acordo com o DSM-III, os sintomas mais comuns encontrados no Borderline são:

  • medo excessivo de abandono;
  • sentimentos extremos e instáveis;
  • perturbação de identidade e da percepção de si mesmo;
  • comportamento compulsivo em, pelo menos, dois aspectos (como compras, sexo, álcool, drogas, alimentação etc)
  • padrão suicida ou recorrência de automutilação;
  • irritabilidade intensa;
  • sentimento de vazio constante;
  • picos de raiva incontroláveis;
  • paranoias transitórias, normalmente relacionadas a agentes estressantes.

Devido a isso, é comum que pessoas com TPB sofram de cíume excessivo, tenham distúrbios alimentares, vícios destrutivos e um risco sensivelmente aumentado de cometerem tentativas de suicídio.

Como é feito o tratamento?

O tratamento do Borderline é personalizado e depende do quadro geral do paciente. Normalmente, ele inclui a combinação de sessões de terapia com psicofármacos, incluindo antipsicóticos e antidepressivos.

Os medicamentos servem, sobretudo, para o controle dos sintomas mais emergenciais, sendo que a psicoterapia ainda é a conduta mais eficiente nesses casos.

É fundamental, também, que haja uma investigação aprofundada das causas que contribuíram para o surgimento do TPB, bem como um auxílio generalizado para a melhora do quadro, integrando família, amigos e terapeuta.

Agora, você já sabe um pouco mais sobre psicanálise e Borderline. Neste conteúdo, você aprendeu sobre os principais sintomas e causas desse que é considerado um dos mais graves transtornos de personalidade, além de entender como funciona o tratamento e de que forma os estudiosos têm abordado o TPB.

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