Entenda melhor a relação entre filosofia e psicanálise

A psicanálise oferece uma visão importante sobre o indivíduo que dialoga com áreas de conhecimento essenciais, como é o caso da filosofia. Mas não podemos dizer que há apenas um olhar para essa relação, devido à diversidade de correntes de pensamento existentes.

Embora alguns filósofos contestem o conceito de inconsciente da psicanálise, é consenso que a dimensão consciente por si só não dá conta de explicar todos os processos humanos. Com isso, abre-se um vasto território para discussões e reflexões ricas no cruzamento entre as duas áreas.

Neste post, traremos algumas reflexões sobre a relação entre a filosofia e a psicanálise, mostrando como elas se complementam ao longo da evolução do pensamento analítico. Quer saber mais? Venha conosco!

Pensamento e teoria psicanalítica

Ao criar sua teoria, baseada em estudos de casos reais, o então neurologista Sigmund Freud defrontou-se com a necessidade de um método, entrando em temas de caráter metafísico, como no caso da distinção entre natureza e espírito. Diante disso, adotou dois princípios de pensamento diferentes, o princípio monista e o agnosticista.

No primeiro, a psicanálise apoia-se em modelos das ciências da natureza (físico-químicas). Já no segundo encontra-se a fundação de uma psicologia sem alma, centrada no objeto em si.

No entanto, a dimensão cultural do pensamento psicanalítico possui um peso ainda mais significativo, uma vez que, tanto para Freud quanto para outros teóricos da área, como Jacques Lacan, pensar na pessoa requer um olhar profundo para a sociedade e a cultura.

Em muitos de seus trabalhos, o pai da psicanálise analisa questões sobre a civilização e a evolução das culturas. Assim, ele buscou integrar aspectos biológicos, sociais, culturais e econômicos, colocando como tarefa da psicanálise a interpretação dos comportamentos implícitos e explícitos do indivíduo. Tarefa essa que requer uma reflexão sobre quem é esse indivíduo e o que o cerca.

Relação entre filosofia e psicanálise

A filosofia é conhecida oficialmente como a área de conhecimento que trata de conceitos relacionados à natureza humana. Com isso, o cruzamento entre a psicanálise e a filosofia se faz inevitável em determinadas questões.

Na clínica psicanalítica, por exemplo, a filosofia tem um papel bastante significativo. O tempo analítico é um desses conceitos que dialogam com a filosofia, principalmente no sentido de reconhecer a subjetividade que esse elemento possui na trajetória clínica de cada um.

Prática e teoria psicanalítica não se separam. Da mesma forma, tudo o que faz parte da natureza humana é essencial para o entendimento profundo sobre o comportamento das pessoas, incluindo aí o conhecimento filosófico.

Nesse sentido, as figuras do filósofo e do psicanalista se confundem em diferentes questões sobre o ser humano no mundo. Dentre essas questões, podemos citar:

  • construção do sujeito;
  • origem de conflitos;
  • linguagem;
  • influência da cultura no comportamento.

Todas essas questões são objeto de reflexão da filosofia e da psicanálise e, principalmente, surgem no processo de análise. Uma separação radical das duas áreas implica sempre o risco de gerar visões superficiais sobre a natureza humana.

A relação entre filosofia e psicanálise é uma das discussões presentes em toda a história do pensamento analítico, rendendo diferentes olhares para o tema. Compartilhe este conteúdo na sua rede de amigos e veja as diferentes interpretações que ele pode gerar!

1 comentário para este post
  1. Os filosofod ds natureza, também chamados pré-socráticos por convenção, olhavam para o extrrior, o cosmos tentando entender qual seria a origem, o arque, o material base que formaria aquele todo. Sócrates traz esse olhar para o interior humano, penso que esse fenômeno da início a uma experiência, aliada à observação exterior, extremamente psicológica.

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