Como o psicanalista atua no tratamento da síndrome do pânico

A síndrome do pânico (também conhecida como transtorno do pânico) é uma das doenças que mais cresce em procura por atendimento clínico. Embora a sua existência não seja recente, cada vez mais pessoas têm apresentado sintomas, o que faz com que seja considerada uma das psicopatologias da atualidade.

Mas, afinal, como a psicanálise pode auxiliar no tratamento da síndrome do pânico? Como é a sua atuação e quais os resultados podem ser obtidos com o tratamento? Leia este post e tire as suas dúvidas sobre o tema:

A síndrome do pânico

Antes de entendermos como a psicanálise atua no tratamento da síndrome do pânico, é importante que compreendamos do que se tratada essa síndrome e quais são os seus sintomas.

A definição da psiquiatria

A psiquiatria descreve a síndrome do pânico como um transtorno de ansiedade intensa que se apresenta por meio de crises ou de ataques que acontecem súbita e repentinamente. Eles são acompanhados de ideias como medo de morrer, de enlouquecer e de perder o controle de certas situações.

É importante ressaltar que a psiquiatria atua na descrição dos fenômenos. Isso quer dizer que, quando arriscam a apontar as causas para esses quadros, ela se baseia exclusivamente no que foi observado.

A definição psicanalítica

A psicanálise, por sua vez, não se baseia nos sinais e nos sintomas, mas sim nas causas dos fenômenos.

Dessa maneira, Freud, antes mesmo de fundar a psicanálise, já falava sobre a neurose da angústia. Ele descreveu os sinais e os sintomas também relacionados ao que, mais para frente, ficaria conhecido como síndrome do pânico.

Basicamente, Freud aponta que a angústia nada mais é do que um afeto que, por sua vez, desencadeia uma descarga nervosa e produz diversos sintomas físicos, como sudorese, calafrios e aceleração cardíaca.

Freud ainda indica a distinção entre 2 tipos de angústia:

  • realística: ocasionada em momentos em que o afeto de angústia é compatível e esperado. Por exemplo: uma pessoa que se descobre portador de uma doença grave vivencia um estado de angústia realística, pois sabe que a situação traz riscos reais;
  • neurótica: nesse tipo se encaixam as fobias em que os pacientes apresentam sintomas e inibições que se auto impõem sob forma de compulsões. Por exemplo: crenças de que, se não cumprirem rituais, algo de ruim pode acontecer.

Percebe-se, então, que o sintomas da angústia estão intrinsecamente relacionados à neurose.

O tratamento da síndrome do pânico

A psicanálise, diferentemente da psiquiatria e de outras correntes da psicologia, não busca tratar os sintomas, mas sim as causas do problema.

Sendo assim, a psicanálise tem como objetivo ajudar o paciente a entender o que se passa no seu inconsciente e o que age como gatilho para a neurose da angústia. Por meio de uma análise guiada, o paciente passa a ter acesso a informações e a respostas sobre si próprio.

A partir desse autoconhecimento, o paciente pode se livrar das crenças, das inibições e das compulsões que a síndrome impõe. Dessa forma, a terapêutica psicanalítica oferece um tratamento cujo o tempo é singular — afinal, coletar e elaborar os sinais do inconsciente demanda paciência, já que o processo pode ser angustiante.

Como vimos, a psicanálise atua diretamente nas causas que desencadeiam a síndrome do pânico. Por isso, ela pode ajudar os pacientes a recuperarem o seu estado emocional saudável a partir do conhecimento de si mesmo, dos mecanismos do inconsciente e dos gatilhos que desencadeiam as crises.

E você, já passou por algum tratamento da síndrome do pânico? Compartilhe a sua experiência nos comentários!

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