4 motivos para apostar em uma especialização em Jung

Introversão, extroversão, inconsciente coletivo, sincronicidade e, até mesmo, os famosos arquétipos são termos cunhados por Carl Gustav Jung — psicoterapeuta suíço conhecido por ser o fundador da psicologia analítica — e que podem ser estudados em uma especialização em Jung.

Apesar da grande influência de seus ensinamentos para a psicologia moderna, quando o assunto é Psicanálise, a maioria das pessoas pensa imediatamente em Sigmund Freud. De fato, ele foi pioneiro nas pesquisas sobre o inconsciente que serviram de base para seu desenvolvimento.

Mas engana-se quem acredita que Freud foi o único estudioso do assunto. Existem diversas vertentes e leituras acerca do inconsciente, além de especializações de diversos teóricos da área — incluindo Jung — que desenvolveram diferentes análises sobre a mente humana.

Portanto, se você tem interesse em fazer uma especialização em psicanálise, é importante conhecer a abordagem de diferentes estudiosos antes de tomar sua decisão.

Neste artigo, você conhecerá mais sobre a pessoa e os estudos de Carl Jung, qual a finalidade e para quais casos a terapia junguiana é indicada, as diferenças entre Jung e Freud e ainda descobrir 4 dos principais motivos para apostar em uma especialização com base nos estudos dele. Confira!

A vida de Carl Jung

Nascido na Suíça em 1975, Carl Gustav Jung foi criado em um ambiente religioso. No entanto, ele não concordava com muitas das crenças que lhe foram impostas, acreditando que elas eram, na verdade, parte de algo muito maior.

Fascinado pelo mundo dos sonhos e mitos, interessou-se pelos conhecimentos abordados nas ciências naturais como base para interpretar a realidade sob uma nova perspectiva. Em seus estudos e atendimentos psiquiátricos, buscava a humanização como parte fundamental para tratar de forma efetiva seus pacientes.

Ele ressaltava ainda a importância de tratar cada indivíduo de forma única, tendo em vista que cada pessoa traz consigo uma interpretação diferente dos acontecimentos experienciados.

A terapia junguiana

A terapia junguiana ou análise de Jung busca iluminar as partes obscuras da nossa psique para favorecer a autorrealização. Isso porque ela aborda, de forma integrativa, as principais áreas de nossas vidas e os aspectos fundamentais de nossas mentes. Com isso, visa alcançar uma harmonia entre necessidades, conquistas, passado e futuro.

Seu objetivo é facilitar a integridade psíquica da pessoa, chegando a um acordo com o inconsciente por meio da investigação e análise de sonhos, de imagens e das mais diversas formas de exteriorização do inconsciente e sua ligação com os arquétipos e seus significados.

A ajuda possibilitada pela terapia junguiana

A abordagem da terapia junguiana consiste em um processo pelo qual a pessoa deverá passar por três etapas: autoconsciência, transformação e atualização. Com isso, ela deverá ser capaz de trazer à tona aquilo que está na obscuridade, ou seja, aquilo do qual não temos consciência, para enfim transformá-lo de forma positiva.

É indicada para momentos de indecisão, desânimo perante a vida, falta de criatividade, estagnação de uma ou mais áreas, interpretação de sonhos e, até mesmo, para enfrentar assuntos mais complexos como depressão, ansiedade e vícios.

As diferenças entre Jung e Freud

Jung foi discípulo de Freud, mas, no decorrer dos anos, suas pesquisas se afastaram do que foi apresentado pelo segundo. A principal diferença nos estudos de ambos é que o primeiro acreditava na existência de um inconsciente coletivo perceptível nos gestos e na linguagem não verbal dos pacientes.

Além disso, Freud nomeia a energia vital de libido, a qual é externalizada por meio dos instintos. Por sua vez, Jung acreditava que o que desencadeia essa manifestação é a psique e os arquétipos.

Um dos aspectos mais conhecidos de ambos é que para Freud todas as questões apresentadas por uma pessoa — traumas, por exemplo — devem ser avaliadas a partir de um contexto psicossexual geralmente originado ainda na infância. Isso então contribui para que se encontre a causa de um determinado pensamento ou atitude.

Já para Jung, essas manifestações deveriam ser abordadas por uma perspectiva que interliga a mente, o ambiente em que a pessoa vive e a cultura, dando mais ênfase à finalidade que à causa de uma determinada situação.

Os principais motivos para fazer uma especialização em Jung

Abordaremos agora 4 dos principais motivos para você fazer uma especialização em Jung e começar sua trajetória profissional na psicanálise ou ainda implementar esse conhecimento em sua profissão atual. Vamos lá?

1. Estudos de diferentes formas de expressão

O trabalho com diferentes linguagens e formas de expressão é um diferencial da abordagem junguiana. Na especialização em Jung, você aprofundará seus conhecimentos em linguagem corporal e entenderá como o inconsciente das pessoas se manifesta por meio das diversas expressões artísticas (desenhos, pinturas, teatro, dança etc.).

Assim sendo, se você tem interesse por artes, estudar Jung pode ser uma ótima opção. Com base nos estudos desse teórico, você terá um olhar muito mais profundo sobre o tema, seja para atuar com seus pacientes, seja para se tornar um expectador mais atento e crítico ou ainda para analisar suas próprias obras e aprofundar-se no autoconhecimento.

2. Base da psicologia analítica

Carl Jung é considerado o fundador da psicologia analítica. Ele apresentou conceitos até então revolucionários para a cultura ocidental, como a ideia de um inconsciente coletivo, de arquétipos e do processo de individuação.

3. Ideias inovadoras e revolucionárias

Carl Jung trouxe assuntos até então nunca abordados por psiquiatras ou psicólogos, mas de grande importância para o estudo da mente humana. O principal deles foi o estudo sobre morte e necrofilia, isto é, admiração pela decadência, pela violência e pela negação da vida.

Esses temas eram considerados tabus na época e, até hoje, existe receio em se conversar sobre violência, decadência e fracasso. A negação de que existe um aspecto do ser humano que admira as coisas “ruins” traz resultados negativos tanto para as pessoas como indivíduos como para a sociedade. Alguns exemplos são a relação de adoração ao dinheiro e o culto à tecnocracia e às máquinas.

4. Conhecimentos multidisciplinares

As ideias apresentadas pelo psicólogo são resultado de sua formação filosófica. Além disso, ele também estudou religiões, mitologia comparada, antropologia e alquimia.

De acordo com os estudos de Jung, as religiões e os mitos expressam verdades profundas. O teórico apresentou suas conclusões em uma série de publicações denominadas “Psicologia e Religião”.

Ele entendia que a psicoterapia e a psicologia estão atreladas a questões morais e filosóficas da cultura em que o indivíduo cresceu. Além disso, para Jung, a psicologia não pode ser separada da filosofia, da ética, da sociologia ou da economia.

De forma geral, a especialização em Jung envolve o estudo de diferentes áreas milenares e atemporais do conhecimento humano. Especializar-se nos estudos desse teórico não vai apenas aumentar sua área de atuação profissional. É um investimento que o ajudará a conhecer mais sobre seus próprios sentimentos e emoções e também acerca dos das pessoas que convivem com você, melhorando sua qualidade de vida e suas relações.

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